
Aquisição9 min de leitura
Como conseguir clientes sendo designer
O método QUEM/ONDE/COMO da ORDEM para designers e estúdios saírem da indicação: canais, rotina de prospecção e métricas semanais.
Ler artigoPosicionamento9 min de leitura
O designer que decidiu desenhar processos comerciais.

Resumo rápido: João Torres é designer de marcas desde 2016, fundador da ORDEM e especialista em processo comercial e vendas para designers. Mora em São José dos Campos (SP), é casado e pai de três filhos. Começou vendendo um logo de R$50 numa DM do Twitter, passou por identidade visual e estratégia de marca, fechou projetos de até R$50 mil e hoje trabalha 100% com processo comercial: conduz a consultoria da ORDEM e a call fechada de segunda-feira, e atua como closer em operações de venda high-ticket. É o criador do Design Thinking Comercial e do SAR (Sistema de Aquisição Recorrente), e escreve a newsletter ComercialPill.
Daqui pra baixo, quem escreve sou eu.
Em 2016 eu estava no ensino médio e tinha uns 2 ou 3 mil seguidores no Twitter. Falava de política, mexia no Sony Vegas, no Premiere e no Photoshop. Um dia descobri o Illustrator e caí na bolha de design de logos.
Postei um tweet: “quero fazer um logo pra alguém, se tiver algum interessado me chama”. Um fotógrafo me chamou na DM e pagou R$50. Entreguei as versões em preto e branco, em PNG, pelo próprio chat do Twitter.
O segundo cliente foi uma pizzaria de Erechim: logo e carrosséis divulgando os sabores.
Alguma coisa destravou ali. Dá pra fazer dinheiro com isso. E se eu sou capaz de fazer uma venda, sou capaz de fazer mais que uma.
Eu não tinha computador. Um amigo do ensino médio comprou um novo e ia vender o antigo. Pedi emprestado, e ele topou deixar comigo por R$200 por mês.
Esse foi o primeiro problema financeiro da minha vida, e o primeiro que me tirou o sono. Todo dinheiro dos logos de R$50 e R$100 ia pra essa parcela. Meu pior mês foi exatamente nessa época: faturei zero e tinha um boleto de R$200 que eu não conseguia pagar.
Com o primeiro dinheiro que sobrou, comprei um teclado de uns R$100 na Amazon achando que era mecânico. Era de gel. Tenho o vídeo da decepção até hoje.
Depois vieram outras fases: o medo de abrir o aplicativo do banco, aluguel pra pagar no mesmo dia sem dinheiro na conta, cliente atrasando pagamento. Conheço bem, por dentro, a instabilidade que os designers me contam nas calls.
Eu queria fazer Economia e não passei em universidade pública. Fui aprovado em faculdades particulares, mas meus pais não podiam pagar a mensalidade. Nunca faltou nada em casa, só não tinha dinheiro pra curso.
Eu via colegas passando na faculdade e sendo chamados pra estágio, e me sentia fracassado. Precisei fazer a minha própria sorte, e o único caminho que eu enxergava era trabalhar online.
Minha carteira de trabalho está absolutamente vazia. Nunca contei com salário fixo, FGTS, seguro-desemprego ou herança.
Existem dois mercados de design no Brasil. Um deles a Nike procura por e-mail. Eu nunca estive nesse. Pra quem está no outro mercado, processo comercial não é muleta. É a única porta.
Trabalhei em algumas agências e fiz os cursos de design mais conhecidos do mercado. Aprendi muito, mas o faturamento não subia. Eu chamava mais atenção de outros designers do que do cliente final.
Sempre que as coisas apertavam, eu fazia o que todo designer faz: atualizava o portfólio. Demorei pra perceber que era esforço no lugar errado.
Os saltos que mudaram a minha carreira foram de modelo de negócio, e não de técnica:
A primeira venda que eu fiz com consciência foi pra um personal trainer especializado em crossfit. A esposa dele entrou em contato e eu puxei o marido pra call também. Antes de falar de preço ou de layout, investiguei o projeto, os objetivos e o momento de vida dos dois. Vendi por R$3.000 e senti, pela primeira vez, que o processo tinha sido redondo.
Os maiores projetos que fechei depois disso foram dois de R$50 mil, ambos de desenho de processos. Um deles foi pra uma produtora de audiovisual que filma séries para grandes plataformas de streaming: o mapeamento de todo o processo de filmagem no Notion, vendido em duas ou três reuniões com as sócias.
Ao aprender a vender, percebi que o processo comercial é um sistema, e que alguém precisa desenhar esse sistema. Hoje eu trabalho 100% com isso e não crio mais projetos gráficos.
O cliente que pediu o dinheiro de volta. Ele não gostou da identidade visual, pediu pra refazer duas ou três vezes e depois quis o reembolso. Eu já tinha gastado o dinheiro. Pedi pra ele esperar e ele ameaçou me processar. Devolvi aos poucos, conforme vendia projetos novos. Foi ali que entendi que o relacionamento com o cliente começa na reunião de vendas, e não depois dela.
As propostas de R$100 mil a R$120 mil ignoradas. Eu mandava no WhatsApp, do jeito que o restaurante manda o cardápio. Ninguém compra projeto desse tamanho de quem se comporta como fornecedor.
O segundo projeto de R$50 mil, mal negociado. Vendi numa única reunião, com uma boa ancoragem. A cliente pediu pra pagar em cinco vezes de R$10 mil e eu aceitei como condição de fechamento na hora. Hoje eu teria recebido à vista ou em duas vezes.
Eu sofro, supero e vou pro próximo problema com muita facilidade. Me perguntaram uma vez qual foi a maior vergonha que eu passei trabalhando, e eu não lembrei de nenhuma. Não é porque não aconteceu.
Quando eu tinha estúdio, sentia falta de alguém confiável me ajudando com vendas. Não achei. Então decidi ser essa pessoa, e em 2023 fundei a ORDEM.
Eu não quero saber mais design que os meus clientes. Quero que eles vendam o design que já sabem fazer.
O que mais mudou a minha carreira foram mentorias e consultorias: alguém mais experiente olhando pro meu negócio e dizendo “faz desse jeito”. Muitas vezes era uma coisa óbvia que eu não enxergava. É isso que eu tento ser pros meus consultorados. Hoje passo de 6 a 7 horas por dia em reunião, ouvindo problemas e desenhando soluções.
Também atuo como closer high-ticket em outras operações, além da ORDEM. É o meu laboratório: o que eu ensino, eu testo em call de verdade toda semana.
Autonomia é o centro de tudo. O que eu mais quero pros designers é que eles possam criar com liberdade. E um artista sem dinheiro não tem liberdade criativa. Tem menos meios.
Vendas é a habilidade que financia todas as outras. Todo criativo é um conglomerado de interesses. Os meus giram em torno de economia, finanças, investimentos e vendas, somados a design e arte. O Design Thinking Comercial nasceu desse cruzamento.
Eu não prometo faturamento. Prometo estrutura. E recomendo que você fuja de quem promete número.
O que cansa não é trabalhar demais. É trabalhar demais fazendo a coisa errada. Eu trabalho muito, porque negócio e vendas são laboriosos. Mas o esforço só vale quando está na coisa certa.
Você não precisa do projeto da sua vida aos 25. Precisa de um projeto que cumpra o papel daquele momento: o estúdio que permite morar sozinho, casar, ter o primeiro filho e começar a investir. Parte do sucesso comercial é definir o que sucesso significa pra você.
As pessoas aprendem mais com histórias do que com aulas. Por isso eu documento o que acontece na ORDEM, em vez de só dar aula.
Sou católico e casei cedo. Hoje sou pai de três.
Trabalho de casa, coloco os filhos pra dormir e não trabalho no fim de semana. Tem dia que eu acordo às 3 ou 4 da manhã por vontade própria, porque tive uma ideia e quero colocar ela no mundo.
Sou introvertido e não gosto de aparecer. Se eu pudesse ficar quieto, eu ficaria. Produzo conteúdo porque ensinar sem distribuição não ajuda ninguém, e não basta ser bom e anônimo.
Gosto de relojoaria e tenho uma coleção pequena de relógios. Cuido do patrimônio com calma: poupança, renda fixa, ações. Um dia quero ter uma oficina de marcenaria.
Penso em desistir de empreender pelo menos uma vez por semana. Empreender é sobrecarga e responsabilidade, e quem erra é punido no caixa e em casa. Meu medo hoje não é quebrar. É trabalhar tanto que eu perca a infância dos meus filhos.
Ainda assim, sou extremamente feliz no meu casamento, com a minha família e com o meu trabalho. Ainda estou no começo, mas os avanços aparecem todo dia, e eu documento tudo no Instagram.
João Torres é designer de marcas desde 2016 e fundador da ORDEM, consultoria de Design Thinking Comercial para designers. É especialista em processo comercial, aquisição de clientes e reuniões de venda para estúdios e freelancers do mercado criativo.
Conduz a consultoria da ORDEM e a call fechada de processo comercial de segunda-feira, às 12h, e atua como closer em operações de venda high-ticket. Não cria mais projetos gráficos.
Sim. Começou em 2016 com logos, passou por identidade visual e estratégia de marca e hoje se define como designer de processo comercial.
O caminho mais direto é a call fechada de segunda-feira: entre no grupo em ordem.cc/call. Também dá pra falar com o time pelo contato do site.
Quer me ver trabalhando? Essa segunda-feira, às 12h, eu conduzo a call fechada da ORDEM sobre processo comercial para designers. É gratuita e sem replay. Entre no grupo da call essa semana.
FNB → Foco no Business


Aquisição9 min de leitura
O método QUEM/ONDE/COMO da ORDEM para designers e estúdios saírem da indicação: canais, rotina de prospecção e métricas semanais.
Ler artigo
Posicionamento8 min de leitura
As seis etapas de um processo comercial para estúdio de design, com qualificação, métricas e recorrência. Método da ORDEM, de João Torres.
Ler artigo
Contato
Aperte o botão abaixo para falar com o Yuri, da minha equipe. Não se preocupe, vamos te direcionar para a solução certa.
Enviar mensagem