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Processo comercial para estúdio de design
As seis etapas de um processo comercial para estúdio de design, com qualificação, métricas e recorrência. Método da ORDEM, de João Torres.
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O que os dados dizem sobre IA e design gráfico, qual designer a IA substitui e o que muda no comercial do estúdio.

Resumo rápido: A IA já substitui parte do trabalho de execução gráfica. No relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, designer gráfico aparece como a 11ª função que mais deve encolher até 2030. O mesmo relatório coloca UI/UX entre as funções que mais crescem e mostra que os empregadores veem pouca capacidade da IA de replicar pensamento criativo. A IA substitui o designer que vende entregável. Ela não substitui o designer que diagnostica, posiciona e conduz a venda. Por isso o processo comercial ficou mais importante, e não menos.
Essa é provavelmente a pergunta que mais assusta designer hoje. Eu prefiro responder com dado do que com otimismo.
O relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, publicado em janeiro de 2025, ouviu cerca de 1.000 empregadores, que representam mais de 14 milhões de trabalhadores em 55 países. Sobre design, ele mostra quatro coisas:
A leitura honesta é que uma parte do trabalho de design está encolhendo e outra está crescendo. A pergunta certa não é se a IA vai substituir o designer. É qual designer ela substitui.
A IA substitui o designer que se comporta como fornecedor: recebe o pedido, executa o arquivo e manda o orçamento no WhatsApp como quem manda cardápio.
Esse trabalho virou commodity antes mesmo da IA. Template, banco de imagem e logo de R$50 já disputavam esse espaço. A IA só acelerou. Os designers que hoje disputam preço com ferramenta de IA estão, quase sempre, nessa categoria.
Logo sozinho tem pouco valor agregado. Com IA, menos ainda.
Tudo isso é comercial. E é exatamente o que quase nenhum designer aprendeu.
1. O entregável isolado perde valor. Quem vende só arquivo precisa subir de nível: do logo pra identidade, da identidade pra estratégia. O valor está no diagnóstico, e não no entregável.
2. Cobrar por hora fica ainda pior. Se a IA corta pela metade o tempo de produção, quem cobra por hora corta pela metade o próprio faturamento. Preço precisa estar ligado ao problema resolvido.
3. Sobra tempo pra vender. O tempo que a ferramenta economiza na produção pode virar tempo de aquisição e de reunião. Pra quem fatura pouco, é quase sempre ali que está o gargalo.
4. Nicho e pensamento viram diferencial. Quando qualquer um gera uma imagem bonita, o que diferencia é entender o mercado do cliente melhor do que ele mesmo.
Eu uso IA todo dia, e não pra fazer o design. Uso pra:
Na ORDEM, os consultorados usam o B3To, um agente treinado no nosso método pra ajudar na prospecção. A ferramenta acelera, mas quem conduz a conversa continua sendo você.
Eu não me encaixei em nada, então inventei minha própria profissão: designer de processo comercial. Aplico a forma de pensar do designer pra desenhar como uma empresa vende.
Não estou dizendo que todo designer precisa fazer isso. Estou dizendo que o designer que vai atravessar a IA bem é o que expande o que entende por design, e não o que se esconde no software. Você já é designer. Existe uma superfície nova pra desenhar.
Não deve acabar, mas vai mudar. O relatório do Fórum Econômico Mundial prevê queda nas vagas de design gráfico tradicional até 2030 e crescimento em UI/UX. O trabalho de execução encolhe e o de estratégia e diagnóstico ganha valor.
O que vende entregável isolado e se comporta como fornecedor. O que diagnostica, posiciona e conduz a venda é muito mais difícil de substituir.
Deve, principalmente pra ganhar tempo na produção e investir esse tempo em aquisição e vendas. Usar IA não é o diferencial. O diferencial é o que você faz com o tempo que sobra.
Cobre pelo problema resolvido, e não pelas horas. Se o preço depende das horas, cada ganho de produtividade vira perda de faturamento.
Próximo passo: essa segunda-feira, às 12h, eu conduzo a call fechada da ORDEM e mostro a diferença entre a máquina de entrega e a máquina de vendas de um estúdio. É gratuita e sem replay. Entre no grupo da call essa semana.
Leia também: Design dá dinheiro? · Como cobrar mais caro por projetos de design · O que é a ORDEM
Coloque em prática! Bora vender.
FNB → Foco no Business

Fonte: Design Week · Graphic design among most at-risk jobs from AI (jan/2025), sobre o Future of Jobs Report 2025 do Fórum Econômico Mundial

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A ORDEM é a consultoria de Design Thinking Comercial fundada por João Torres. Ensina designers e estúdios a gerar demanda e fechar projetos.
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João Torres é designer desde 2016 e fundador da ORDEM. Do logo de R$50 a projetos de R$50 mil: a trajetória de quem ensina vendas a designers.
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