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Cliente achou caro
Os quatro tipos de "tá caro" em projetos de design e o que responder em cada um, sem dar desconto à toa.
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Resumo rápido: Fazer orçamento de design gráfico é calcular quanto um projeto precisa custar pra ser saudável pro seu negócio e transformar isso numa oferta com escopo fechado. O passo a passo é entender o pedido, fechar o escopo, estimar as horas reais (incluindo venda e alterações), calcular o piso pelo seu custo, ajustar pelo valor e pelo cliente, definir as condições e apresentar. O orçamento é a sua conta interna. O que o cliente vê é a proposta, de preferência apresentada numa reunião.
A maioria dos designers faz orçamento ao contrário: olha quanto o colega cobra, tira um pouco pra “ficar competitivo” e manda. Depois descobre, no fim do mês, que trabalhou muito e sobrou pouco.
Orçamento é a conta que você faz pra si: escopo, horas, custo, piso e preço. Proposta é o documento que ajuda o cliente a decidir, com diagnóstico, método e investimento (tem um modelo pronto em proposta comercial para designer).
Quando você manda o orçamento cru pro cliente, ele recebe a sua conta sem o argumento. E decide pelo número.
Não dá pra orçar o que você não entendeu. Antes de qualquer número, descubra:
Essas perguntas cabem numa conversa curta e mudam completamente o orçamento.
Liste exatamente o que está incluído: entregáveis, formatos, quantidade de versões e número de rodadas de alteração. E liste o que não está incluído. É essa segunda lista que te protege da alteração infinita.
Designer costuma contar só as horas de criação. As horas de um projeto incluem:
Se você não conta essas horas, elas saem do seu bolso.
Primeiro, o valor da sua hora: custo mensal total (vida + negócio + impostos + reserva) dividido pelas horas que você consegue dedicar a projetos no mês. Depois, multiplique pelas horas do projeto.
Um exemplo com números redondos: custo mensal de R$6.000 e 100 horas de projeto por mês dão R$60 por hora. Um projeto de identidade de 40 horas tem piso de R$2.400. Abaixo disso, você paga pra trabalhar.
O piso é o chão, e não o preço. Agora olhe pra cima:
No exemplo, o piso é R$2.400. Pra uma clínica que quer atender um público de ticket mais alto, uma proposta de R$3.800 pode fazer todo sentido. Pra um negócio que está abrindo agora, talvez o caminho seja reduzir escopo, e não preço.
Validade do orçamento, formas de pagamento (à vista, em até 12 vezes no cartão ou parcelas com vencimento fixo), e impostos já incluídos no valor. Nada de 50% na entrada e 50% na entrega: a segunda parcela vira refém do projeto.
O orçamento vira proposta e a proposta é apresentada numa reunião. O PDF vai depois, como registro.
Pra demanda pequena e recorrente (um post, uma adaptação, um banner), uma mensagem bem estruturada resolve:
```text Orçamento · [cliente] · [data]
Entrega: [o que é, formato e tamanho] Inclui: [número] rodada(s) de alteração Não inclui: [o que fica de fora] Prazo: [data], contando a partir da aprovação do texto e das imagens Investimento: R$[valor] · pagamento via Pix ou cartão na aprovação Válido até: [data] ```
Se esse tipo de demanda se repete todo mês, ela não deveria ser orçada toda vez. Vira um contrato mensal. Recorrência paga a vida, projeto paga o crescimento.
Calcule o piso (valor da sua hora × horas reais do projeto) e ajuste pelo valor que o projeto gera pro cliente e pelo porte dele. O piso garante que você não perde dinheiro. O valor define até onde dá pra subir.
Com o escopo entendido, poucos minutos, principalmente se você tiver ofertas padronizadas por nicho. O que demora é entender o pedido, e essa etapa não pode ser pulada.
Não pelo orçamento. Mas se o cliente pede um diagnóstico profundo antes de decidir, isso pode virar um serviço pago de entrada.
Pelo WhatsApp vai uma faixa e um convite pra conversa. O orçamento detalhado vira proposta e é apresentado numa reunião. Veja o roteiro em quando o cliente pergunta “quanto custa?”.
Próximo passo: essa segunda-feira, às 12h, eu conduzo a call fechada da ORDEM sobre processo comercial para designers. É gratuita, no Google Meet, e não tem replay. Entre no grupo da call essa semana.
Leia também: Tabela de preços de design gráfico · Proposta comercial para designer · Processo comercial para estúdio de design
Coloque em prática! Bora vender.
FNB → Foco no Business


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